A marca é a forma como o cliente se relaciona com produtos ou serviços que lhe são oferecidos. É ela que vem a mente do consumidor quando ele lembra de um bom ou mau atendimento, de um produto saboroso ou insosso.
Sendo assim, a forma como você escolhe, constrói e protege sua marca é tão importante quanto prestar bons serviços e produzir bens de qualidade. Hoje, vamos falar especificamente da escolha de uma marca, um processo que, ao contrário do que muitos pensam, é longo e requer a ajuda de especialistas.
Como você pode ver no box ao lado, o primeiro passo para escolher sua marca é determinar a área em que você quer atuar e os diferenciais de seu negócio ou produto. A palavra, expressão ou símbolo que irá representa-lo no mercado deve estar de acordo com estas características, respeitando o que seu cliente já tem como referência deste segmento, mas delimitando o mais claramente possível seu posicionamento.
“Um dos grandes problemas das organizações, atualmente, é a escolha de marcas fortes”, diz Paulo Afonso Pereira, presidente da PAP e um dos maiores especialistas brasileiros no assunto. “Em um mundo globalizado, onde toda a inovação parece já ter sido feita, é comum vermos marcas frágeis, que, por seu caráter genérico, não apenas perdem a capacidade de marcar seu público-alvo, mas também não têm garantias de exclusividade, podendo ser registradas por qualquer pessoa interessada em usá-las para outro fim ou até mesmo para a temida concorrência parasitária”, explica.
Todas estas variáveis, tornam a decisão de escolha da marca um processo muito delicado, que é facilitado pela consultoria de especialistas. “Muitas empresas acreditam que basta escolher uma marca, investir em logotipia e sair trabalhando, mas isto pode gerar muitos problemas, sem falar em perdas financeiras”, alerta Maria da Graça Gonçalves Manara, Diretora Técnica da PAP, com mais de 10 anos de experiência na análise de marcas.
De acordo com ela, um comportamento deste tipo pode levar a várias situações perigosas, como ser alvo de uma ação judicial por uso de marca registrada por outra empresa ou mesmo de um concorrente inescrupuloso, que, ao ver o desenvolvimento de seu trabalho, registra sua marca só para impedi-lo de usá-la. “O investimento inicial em um trabalho bem feito é essencial para a preservação de seus direitos no futuro”, sentencia.